agosto 18, 2008



Quando eu vou parar pra ser feliz?



Ana Carolina em "Eu não paro"
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julho 31, 2008

Sobre a Internacionalização da Amazônia

Amazonia norteamericana.jpg

Há anos vemos esta imagem publicada na Internet. Não nos parece uma montagem. Vejam o que o livro norte-americano "Uma introdução à Geografia" traz em seu conteúdo, quando fala da América do Sul:

3.5-5 - A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA

Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. É chamada PRINFA (A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo fato de a Amazônia estar localizada na América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis, cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego de drogas, da ignorância, e de um povo sem inteligência e primitivo.
A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23 e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo visto que a posse destas terras tão valiosas nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos anos.

Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os tipos de animais e vegetais. O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade. PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração

Isto tudo, se verdadeiro, como parece ser, é realmente um fato com o qual devemos ficar indignados. Mas ultimamente, as notícias nos dão conta de um nível de desmatamento mensal descomunal, e as autoridades brasileiras parecem não dar conta de conter seu avanço, ou a corrupção atingiu níveis tão incontroláveis que seu "rombo" já supera o tamanho do desmatamento. Aí então o que podemos esperar, é que dentro de alguns poucos anos teremos um deserto amazônico ou numa visão otimista um grande serrado amazônico.

O que fazer?

Vejam trecho do que publica a coluna de Valdo Cruz na Folha de São Paulo à respeito do assunto:

"Dados alarmantes e intrigantes


Saiu mais uma pesquisa sobre o índice de desmatamento na Amazônia. Como antecipado pelo próprio ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), subiu. Os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) alertam que 1.123 quilômetros quadrados de florestas podem ter sido derrubados somente no mês de abril. Uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. São números alarmantes e intrigantes ao mesmo tempo. Os ambientalistas dizem que estamos rumando para o desastre total. Os fazendeiros contestam os dados dizendo que as nuvens atrapalham a pesquisa e que em suas terras só tem corte legal. O desmatamento irregular estaria concentrado em terras federais. Sei lá, acho que dá no mesmo, é floresta tombada, mas de fato a responsabilidade faz toda diferença nesse caso.

Fico tentando dimensionar o que significam os dados divulgados ontem pelo Inpe: cortaram uma área do tamanho da cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. É muita terra, quer dizer, são muitas árvores abatidas amazônia afora. Na minha memória, logo vêm as cenas vistas pela janela do avião ao se aproximar do aeroporto Santos Dumont. E aquilo ali é só uma parte da cidade. E já é enorme. Tudo aquilo ali e muito mais serrado num único mês. Quem foi o verdadeiro responsável por esse crime ambiental? Responder essa pergunta é uma tarefa do governo federal, essencial para que suas ações de combate ao desmatamento sejam efetivas e dêem resultado.

Do meu lado, que não sou especialista no assunto, fico intrigado toda vez que divulgam esses dados. Sai uma pesquisa e dizem que desmataram uma área maior do que a cidade de São Paulo. Depois, dizem que uma Rio de Janeiro de florestas desapareceu no mês de abril. Caramba, nesse ritmo alucinante, não há floresta que agüente.

O fato é que estão cortando árvore adoidado na Amazônia. E estão cortando porque madeira vale um bom dinheiro e, depois, a terra limpa dá um belo lucro criando gado e plantando soja. Se é em terra pública ou privada, se é empresário legal ou ilegal, não sei. Missão para o setor público enfrentar. Afinal, está claro e muito limpo que o ritmo atual não é sustentável. O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mostra disposição para inverter essa curva. O estilo midiático ajuda, assusta, mas só ele não vai deter as motosserras na Amazônia."

Agora, mudando de foco, dentro do mesmo assunto, vamos relembrar o que em Setembro de 2000, falou Cristóvam Buarque:

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso '.
'Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade'.
'Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro'.
'Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo subir ou não o seu preço'.
'Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. 'Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país'.
'Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação'.
'Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo'. 'O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país'.
'Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre.Antes disso,aquele quadro deveria ter sido internacionalizado'.
'Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.
Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade'.
'Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife,cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro'.
'Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA'.
'Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil'.
'Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola'.
'Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro'.
'Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa'. 'Só nossa!.'

(*) Cristovam Buarque, 58, doutor em economia e professor do Departamento de Economia da UnB (Universidade de Brasília), foi governador do Distrito Federal pelo PT (1995-98). Autor, entre outras obras, de "A Segunda Abolição" (editora Paz e Terra).


Nota:

O artigo de Cristovam Buarque foi publicado no site "Alma carioca", que sendo questionado sobre veracidade do seu conteúdo, publicou:

Recebemos um email questionando sobre a autenticidade do texto, pois alguns "web sites" diziam não ser Cristovam Buarque o seu autor. Entramos em contato com Cristovam que confirmou, em 10/05/2002, ser o texto de sua autoria:

"Prezado Paulo

O artigo é meu e foi publicado no Globo e no Correio Brasiliense, no final de 2000. O fato em si ocorreu em Setembro de 2000 em Nova York, durante o State of The World Forum.

Grande abraço

Cristovam"

e mais, em 28 de maio de 2002:

Prezados (as) amigos (as),


Vem sendo distribuido pela internet por diversas pessoas, o que me surpreende agradavelmente, o artigo "A Internacionalização do Mundo". O fato que deu origem a este artigo ocorreu em Nova York, nas salas de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the World Forum, em Setembro de 2000. Publiquei o artigo no Globo e no Correio Braziliense, logo depois. Mas de vez em quando surgem mudanças e informações adicionais nem sempre verdadeiras. É falso que o artigo foi publicado no New York Time e outros jornais estrangeiros. Se tivesse sido eu tomaria certamente conhecimento através de algum amigo.

No mais, fico contente que vocês tenham lido. E para aqueles que ainda não leram aproveito a oportunidade para mandar.

Grande abraço
Cristovam

A Amazônia é nossa.

Mas o que teremos em breve?

O deserto Amazônico é nosso?
Ou o serrado Amazônico é nosso?

Preservação da Amazônia. O que podemos fazer?


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julho 29, 2008

INSS - Haja paciência!


INSS.jpg

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julho 18, 2008

Sinaleiro Amarelo em Mogi da Cruzes



Nos próximos dias 9 e 10 de Agosto estaremos apresentando a peça "O Sinaleiro Amarelo - uma fotonovela teatral", no Teatro Municipal de Mogi das Cruzes - Teatro Vasquez, às 20:30hs.

Se você é de Mogi, está convidado. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Divulgaremos aqui algumas promoções que faremos por ocasião da apresentação.

Clique aqui e visite nosso site para saber mais detalhes e veja onde serão outras apresentações...

Assista a seguiir um trecho da peça.


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maio 26, 2008

Manifesto em defesa da preservação do SESC

Quem de uma forma ou de outra, está ligado à cultura, sabe da importância do SESC e do SESI nessa área desde os anos 40 . Entretanto, os recursos dessas entidades com essa finalidade, de repente estão ameaçados. Em 28 de abril O ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou o texto final de um projeto de lei que compromete a ação e a extensão da ação do SESC. Com isso, o Governo Federal quer destinar parte da arrecadação destas entidades para um Fundo destinado à Formação Técnica.
Ou seja, fazer reverência com o chapéu alheio.
Se você quiser entender melhor o que está acontecendo, no site do SESC, existe ampla documentação do assunto, com opiniões e debates na imprensa brasileira, inclusive com vídeo da entrevista de Danilo dos Santos Miranda no Programa do Jô.

Danilo é Diretor Regional do SESC SP e autor de um manifesto que pretende colher assinaturas em defesa da preservação do SESC.

Minha assinatura foi a de número 22402. Assine também e divulgue!
A seguir carta aberta de Danilo Miranda. Clique aqui, leia o manifesto e assine você também.
Carta aberta ao público freqüentador do SESC
Queremos compartilhar com todos vocês o risco ao qual o SESC está exposto neste momento. O governo federal pretende enviar ao Congresso Nacional projeto de lei que retira pelo menos 33% dos recursos do SESC para a criação de mais um fundo de financiamento de programas de formação profissional. Diante desse risco, é nosso dever expor à sociedade brasileira o valor e a importância desta instituição criada, mantida e administrada com recursos privados, provenientes de contribuição compulsória das empresas do comércio de bens e serviços surgida nos anos 40 por proposta voluntária do empresariado.
Esta definição tem amparo na lei e na Constituição Brasileira (art. 240). O SESC promove a educação permanente por meio de suas ações culturais, socioambientais, esportivas, de promoção da saúde e da cidadania, das atividades de lazer e de sociabilização, voltadas prioritariamente às pessoas de menor renda. A melhor maneira de conferir o significado dessa ação é vivenciar o dia-a-dia.nos centros culturais e desportivos. Ouvir o relato dos freqüentadores sobre a importância do SESC em suas vidas e para suas famílias.
Utilizar os equipamentos e instalações de primeira qualidade, abertos a todos os estratos sociais, e participar das inúmeras atividades que abrangem um amplo arco de interesses e necessidades, reunindo um público extremamente diversificado. Acreditamos que todos vocês já tiveram essa oportunidade. São, portanto, testemunhas da natureza beneficamente eficaz, engajadamente eficiente e profundamente educativa do trabalho que o SESC desenvolve há 61 anos.
Esse patrimônio não pode ser sacrificado em favor de prioridades transitórias, em nome das quais se destruiria um trabalho consolidado em mais de seis décadas de atuação, causando um prejuízo incalculável ao desenvolvimento do país. A educação profissional é importante. Mas se dissociada de uma ação voltada ao desenvolvimento integral do indivíduo, tor